sábado, 5 de março de 2011

Na Morte de um Novo Amor 2

Estas palavras estiveram presas na minha cabeça há cerca de 7 meses... Hoje elas saíram...

Talvez por estupidez
Ou talvez por desconforto
O tempo acabou de vez
E o amor já está morto

Jurei te calar
De me afastar de ti
Mas errei ao amar
Por gostar de ti

Talvez por indecisão
Ou talvez por avisos
Amavas com o coração
E laçavas em mim sorrisos

Mas agora passou por mim
Que foi só uma semana
Deus quis que fosse assim
Pois quem erra, também ama

Adeus às mais tristezas
Ao pedidos de morte
Às tuas incertezas
De não quereres mudar a sorte

Ai, maldição maldita
Que destino cruel
A minha sina já escrita
De sempre representar tal papel

Ó vidas, sumidas,
Voltem e me levem
Sarem lá as minhas feridas
E as dores que fervem

Ó vento, continua
Leva este sentimento
Esta verdade nua
Este meu tormento

Ó esperança calada
Volta lá a falar
Sei que isto não é nada
De amar e errar

Pobre sentimento solto
Que as areias me enterraram
E não sei se mais volto
Por aqueles que me amaram

As lágrimas recônditas
Ainda estão aqui!
As loucuras benditas
Ainda esperam por ti

Calai-vos, prantos sóbrios
O tempo empalideceu
Onde estão os brios
Do esperado Romeu?

O poeta morreu
Os seus versos também
O cardo não é mais meu
E a rosa já não é minha mãe

Reza, mar, ó mar reza!
Reza por mim, por favor
Este sentimento pesa
Na morte de um novo amor...

Essa sombra modesta
Da praia, de manhã
Dela, nada resta
Não surgirá amanhã

Se o silêncio e o desgosto
Me pudessem já matar
Mostravam o meu rosto
De quando te amo ao errar

Ó sentidos diversos
Acabem-me com as estrelas
Destruam os universos
Para não mais vê-las

Rasgo o meu coração
Quem me dera não o fazer
Morro por desilusão
De ter que te perder

A fortuna é tão pobre
Quando a gente não a tem
Mas é gesto tão nobre
Poder amar alguém

Porque é que esse alguém
Não chega?
Por mim, esse ninguém?
Essa esperança me cega

Ai onde está o céu?
Onde está a sua cor
Cubram-me já com esse véu
Na morte de um novo amor...

terça-feira, 1 de março de 2011

Melhor do Dia, aula de Geografia

Quem percebeu, já sabe o que tem a fazer XD rir! XD Quem não entendeu procure entender... senão Revenge!!!!

Stora: E depois no interior aqueles vizinhos coscuvilheiros que não descansam sem saber a vida toda dos vizinhos...
Eu para Mariana: Pois é, no meio do mato há Matos!

Pois é, entretanto uma pessoa na turma estava a jogar ao telemóvel e a stora chamou à atenção. Eu assim (n tem graça mas...) Eu:Game Over....

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O sonho inglês

''Cerca de 80% das minhas histórias são criadas através de sonhos... O sonho que falo hoje não está completo mas dava uma excelente história de amor entre os dois campos de guerra...''

Parece que o tempo parou
Estou parado, amarrado a alguém
Que está vivo mas não conheço
Será que és tu?
Do meu sonho?
Aquele que morreu durante a guerra
E me salvou do mal?
Será que és tu, aquele que apareceu
Passados 3 anos?
Os meus sonhos dizem tudo
E dizem-me que quero amar
Mas que agora desisti
E que sinto um remorso por isso...
Quando me perguntaram por ti
Em inglês lembro-me de receber uma mensagem
Que dizia: I'm fine! I'm not dead! I love you! I miss you...
E o sonho acabou quando eu,
Olhando com desprezo para quem me perguntava
Tal coisa respondi: He is fine, He live because I love him...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Uma nova face

Algures, nos confins do mundo, rasguei a minha sede de morrer, porque me pediram. Manteram-me cá, manteram-me vivo! Prometeram apoiar-me e disseram que estariam sempre a meu lado... Eu chorava por dentro e ouvia os meus ''ais'' de revolta! ''Não venham!'', ''Fujam de mim enquanto é tempo'', dizia-lhes, mas nunca me ouviram. Aquela face, lavada em lágrimas, como uma fonte sonhava morrer para não fazer sofrer e para não mais sofrer. E vocês agarravam-me! Puxavam-me e elevavam-me ao máximo, sem sentido nem razão... Aquela face, medonha aos agoiros impertinentes do destino, deformada pela beleza daqueles olhos morria! Eu morria, sem saber porquê! Olhava-me ao espelho e repetia após um breve conselho: ''Eu sou perfeito! Ninguém me irá derrubar! Eu sou Eu e não existe um Tu! Esta face... Estes negros cabelos já não me pertencem! Estes olhos negros e profundos não são meus, são de alguém que já se foi! Morreu ao derramar a última lágrima. A última sensação de vida, o último suspiro...
Estranhamente, os papeis alteraram-se! As tristezas viajaram para vocês, mas a sorte convosco ficou! Vocês Amam! E mas são prejudicadas pelo destino! Não finjam que não lêem! Vocês são perfeitas porque eu o digo, pensem que é daquelas minhas previsões desnaturadas em que penso em algo com um arrepio na espilha e esse algo acontece! Pensem simplesmente que este dia foi mau mas o amanhã vai ser melhor! Pensem que têm aquilo que alguns infelizmente não têm! Por isso carreguem na tecla ''Cancelar'' do suícidio, porque não foi por fazê-lo que o Pedro da Maia salvou a sua família! Não foi por seguir o hábito religioso que D.Madalena de Vilhena salvou a honra desfeita à filha!
Estas minhas palavras não tem mais importância para mim, porque descobri que serei apenas ''mais um''. Não sou a personagem principal dos filmes de romance ou comédia. Sou apenas o que sou e nada mais poderei ser, pois sei que nada sou para o poder ser.
Nunca me esquecerei de vocês! Minhas Stalkers, minhas bests, minhas maldições de Deus e banções do Diabo! Está na altura de vos apoiar! De estrear a minha nova face! Só vos peço desculpa por não vos apoiar o suficiente, de passar com arrogância e frieza aos vossos assuntos, de olhar para os vossos assuntos com desinteresse. Acreditem apenas que viajei para algum sítio nesses momentos. I love all of you because you are a piece of me, and specialy, you are fucking perfect to me ;D <3
P.S.: Mariana desculpa ter-te aleijado no nariz na 4ª, Marisa desculpa não ser a melhor companhia para os animes e Rafaela desculpa não poder estar contigo nas horas em que ingeres as mil caixas de calmantes...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Piano

Num mundo de gelo vivo
Sem coração aquecer
Aquele fogo mortiço
Teima em me prender
O romântico sonho
De não haver amanhã
Esse tentação de viver
Perdeu-se por ninguém

Ó meu piano
Toca essas notas
Passa mais ano
E mesmo que grite
Tu nunca te importas
As notas malditas
Raras por razão
São tristes, aflitas
Mas nelas nunca mais vi-te
No meu coração

Fecho os olhos
Na madrugada
E ainda te vejo
Mas ponho de parte
Em aceitar-te um beijo
O silêncio modesto
Que vive em cada
Momento ansioso
A musica esquecida
Não me dá mais retorno

Ó notas sombrias
Ó negra escuridão
Por que me fazes isto
E tentas comandar
O meu coração?
Desonesta melodia
De cordas fatais
Coração maldito
Piano aflito
De peças banais

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Serei sempre eu

Se as minhas lágrimas escondidas
Se pudessem-se soltar
Desta longa agonia
Se pudessem vir já
Toda a gente saberia
Que só há verdade
Escondo apatia
E sofro com o olhar

Cantemos, benditos
Chore-mos, irmãos
Não chorem por mim
Por quem já sofreu
E vive com o não
Escrevendo, liberto-me
Do meu triste eu
Mas agora erro
Pior não espero
Espero mal por mim

Se esses olhos maldosos
Não caluniassem
Se esses deuses desgostosos
Da má sorte me livrassem
Saberiam enfim
Se eu sofro a fingir
Se algum dia dos males
Me poderei despir

Adeus, quem me ouve
Olá doce morte
Tentei, mas enfim
Deus não foi por mim
Mudar-me a sorte
Sofrendo desgraça
A morte, enfim
Se desse-me sorte
Doce e querida morte
Feliz eu de mim

Desgosto maldito
De ser sempre eu
Calunia, desgraça
Por mais que faça
Serei sempre eu!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Rosto

Eu não sei
Se serei aquilo que de mim queriam
Bom filho e rapaz
Eu só sei que não posso mais lutar

Se eu tentar
Viver em liberdade
Todos de mim
Deixarão de amar...

Esse olhar sem fim
Não pertence mais a mim
Esse meu sorriso já se foi
Sem adeus

O rosto não vou tapar
A personalidade disfarçar
Será que esse rosto é
Uma mera ilusão? Só minha?

Não quero mais voltar
A ser o ninguém
Mas este rosto não agrada
Simplesmente alguém

Este rosto deve ser de alguém
Que me esqueceu, aqui!
Este rosto não é meu
E nunca será

Há um outro eu em mim
Que quer voar
Mas estão a prender-me aqui
Sozinho então

E se o rosto tapar
Será que vão me humilhar
Nunca serei eu com este
Rosto de ninguém